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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reflexão

gastei uma lágrima hoje
porque havia uma mancha
no tapete branco que deveria
iluminar a minha sala.

alguém apagou o tapete
com um pouco de algo
marrom que poderia
ser chocolate
- talvez seja.

talvez eu
talvez você
não consigo lembrar
quando a luz apagou
só que
apagaram o tapete branco
que iluminava a minha sala.

domingo, 18 de abril de 2010

Recordações de viagem

a última lembrança

para o poema uma história

triste o menino que espirrou

mais forte que deveria e caiu

no precipício ao entardecer

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Há 110 anos atrás...

... nascia Borges. Abrindo ao acaso saiu o poema que transcrevo abaixo.

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meus livros
.
Meus livros (que não sabem que eu existo)
São tão parte de mim como este rosto
De fontes grises e de grises olhos
Que inultimente busco nos cristais
E que com a mão côncava percorro.
Não sem alguma lógica amargura
Penso que as palavras são essenciais
Que me expressam se encontram nessas folhas
Que não sabem quem sou eu, não nas que escrevi.
Melhor assim. As vozes dos mortos
Vão me dizer para sempre.

Jorge Luís Borges
(A Rosa Profunda, in Borges - Poesia. Ed. Cia das Letras. Tradução Josely Vianna Baptista.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Frase do dia, digo, da noite


"Thus in silence in dreams’ projections,

Returning, resuming, I thread my way through the hospitals,

The hurt and wounded I pacify with soothing hand,

I sit by the restless all the dark night, some are so young,

Some suffer so much, I recall the experience sweet and sad"
.
Walt Whitman, 1865
(gravado na pedra, no portal de entrada norte do metrô, em Dupont Circle, Wash DC)
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